Novas e importantes pesquisas demonstram que a nutrição do Mediterrâneo pode diminuir em cerca de 30% o risco de doenças cardíacas – um acréscimo ao volume de evidências que indicam que a dieta do Mediterrâneo representa um “padrão de ouro” para uma boa saúde.

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A pesquisa foi apresentada no 2013 International Congress on Vegetarian Nutrition, e foi publicada no mundialmente renomado New England Journal of Medicine.

Principais características da dieta do Mediterrâneo

Uma dieta do Mediterrâneo é caracterizada pelo consumo de grandes quantidades de azeite de oliva, frutas, vegetais e grãos integrais; consumo moderado de peixe e frango e baixo consumo de laticínios, carne vermelha, carne processada e doces. O vinho é consumido moderadamente durante as refeições.

O que há de tão especial nesta nova pesquisa?

Não há nada de novo na pesquisa demonstrando que a dieta do Mediterrâneo tem um efeito positivo na saúde humana. Vários estudos examinaram o impacto dessa dieta na saúde cardíaca e em uma revisão cientifica, conduzida em 2009, a dieta do Mediterrâneo foi classificada como aquela que mais protege contra doenças cardíacas.

A maior parte da pesquisa, conduzida até agora, foi de observação e tentou correlacionar a nutrição de certas populações com a prevalência de doenças cardíacas nessas populações. Os estudos de observação podem revelar ligações estatísticas entre certa dieta e a prevalência de doenças cardíacas, mas não podem provar a conexão de causa e efeito.

Isso significa que, quando foi observada uma ligação entre a dieta do Mediterrâneo e o risco reduzido de doenças cardíacas, não significava que a redução do risco foi causada diretamente pela dieta. Existem outros fatores que não foram examinados, como peso saudável, maior atividade física ou fatores genéticos.

A pesquisa recente que colecionou manchetes nos jornais médicos ao redor do mundo é especial,  pois foi um teste clinico controlado de forma randômica. Este tipo de teste é considerado como o mais qualitativo na pesquisa médica.

Durante a pesquisa, foram examinadas 8.713 pessoas: 7.447 homens com idades entre 55-80 anos e mulheres, com idades entre 60-80 anos. O teste foi conduzido durante cinco anos, entre outubro de 2003 a junho de 2009. Os participantes não sofriam de nenhuma doença cardíaca antes do teste, mas alguns tinham diabetes tipo 2, ou tinham no mínimo três fatores significantes de risco, entre eles: cigarro, hipertensão, altos níveis de LDL (o colesterol “ruim”), baixos níveis de HDL (o colesterol “bom”), obesidade ou um histórico familiar de doença cardíaca.
Os participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em 3 grupos de igual tamanho:

  • Um grupo de participantes, cuja dieta consistia na dieta do Mediterrâneo com aumento no consumo do azeite de oliva
  • Um segundo grupo, cuja dieta consistia na dieta do Mediterrâneo com aumento no consumo de nozes
  • Um terceiro grupo que servia como o grupo de controle, que consumiu uma dieta de alimentos pouco gordurosos

Os grupos não foram aconselhados a restringir suas calorias ou encorajados a se exercitar.

Os resultados demonstraram que os grupos da dieta do Mediterrâneo apresentaram uma redução de 30% no nível de risco de doenças cardíacas (entre as populações de risco).

Os resultados da pesquisa reforçaram os estudos anteriores, que indicavam os benefícios e os efeitos positivos saudáveis da dieta do Mediterrâneo sobre a saúde do coração. Os pesquisadores conjeturam que o cardápio da dieta do Mediterrâneo – com a adição de azeite extra virgem de oliva e nozes, mesmo sem restrições calóricas – pode reduzir, significativamente, o risco de eventos cardíacos nas populações de risco.

Como adotar um cardápio da dieta do Mediterrâneo

Você decidiu adotar a dieta do Mediterrâneo? Seguem abaixo algumas poucas características da dieta do Mediterrâneo, como descritas na pesquisa:

  • Consumo diário de 4 ou mais colheres de sopa de azeite extra virgem de oliva (cerca de 60 g por dia), ou cerca de 30 g de nozes por dia, consistindo de 3 tipos: 15 g de nozes, 7,5 g de amêndoas e 7,5 de avelãs
  • 3 porções ou mais de frutas frescas por dia
  • 2 porções ou mais de vegetais por dia
  • 3 porções ou mais de peixe (especialmente do tipo com um alto teor de gordura) ou frutos do mar por semana
  • 2 porções ou mais de “molho sofrito” por semana. O molho sofrito contém tomate, cebola, alho, ervas e azeite de oliva.
  • Substituir a carne vermelha por frango
  • 7 taças ou mais de vinho por semana, somente para aqueles acostumados a beber vinho
  • Bebidas gaseificadas não mais do que uma vez ao dia
  • Coberturas gordurosas como margarina ou manteiga – não mais do que uma porção ao dia
  • Bolos e doces não mais do que 3 porções por semana
  • Carne vermelha e processada não mais do que 1 porção ao dia

E, certamente, é recomendável a adição de exercícios e manter um peso saudável.

Bom apetite!

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